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13 dezembro 2010

Portugal Inovação. Um medicamento e um fígado com marca nacional

O remédio integra a lista de descobertas portuguesas em 2010 e tem a marca da Bial. Foram necessários 14 anos de investigação, ensaios clínicos envolvendo mais de mil doentes em 23 países e 300 milhões de euros para chegar ao antiepiléptico que reduz a frequência das crises em adultos com epilepsia.

A primeira embalagem foi vendida na Alemanha e desde então o medicamento tem sido usado por dinamarqueses, ingleses, austríacos e suecos. O laboratório nacional que mais dinheiro canaliza para investigação e desenvolvimento não quer ficar pelo Zebinix e promete lançar até 2020 cinco medicamentos inovadores para tratar doenças cardiovasculares, respiratórias, Parkinson ou hipertensão.

Mas nem só da Bial surge inovação. Pedro Baptista destacou-se na lista de investigadores: é o pai do primeiro fígado criado pelo homem. Não é apenas tecido hepático, é um órgão inteiro produzido no laboratório de Medicina Regenerativa da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte.

O bolseiro a fazer pós-doutoramento tem como objectivo último conseguir um fígado que possa ser transplantado para os milhares de doentes à espera de um dador compatível. O investigador já pensa em expandir a técnica para órgãos ainda mais difíceis de transplantar, como o pulmão.

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